Thursday, August 09, 2007

"Precisamos conversar."

"- Oi, tudo bom?
- Oi... tudo, e você?
- Tudo bom. Novidades?
- Você não precisa agir normalmente, nem via msn, nem pessoalmente... como se nada tivesse acontecido. Você nunca foi assim... fugir do que aconteceu ou está acontecendo.
- Mas...
- Ou você acha que eu não notei o jeito com que você me trata perto dos outros?
- Mas eu só perguntei se você tem novidades.
- Você nunca entende... nunca vai entender.
- O quê?
- Eu. O que eu sinto por você e todas essas baboseiras.
- Não são baboseiras...
- É o que parece.
- Eu juro que não tive a intenção.
- Não teve, mas o fez... de novo.
- Você que não me entende.
- Eu?
- É. Você. Você não entende o quanto eu prezo você... o quanto eu amo você. Tipo, não é da boca pra fora, sabe? Eu posso parecer a mais rude, fria e insensível das pessoas - e as vezes ser mesmo -, mas de uma coisa você nunca pode duvidar...: do que eu sinto por você. "Eu te amo além da matéria" como a própria música diz. Eu gosto do seu jeito, do seu sorriso, do jeito que você me olha, do jeito que você olha pras pessoas, do jeito que você reage quando alguém te chama... do seu oi, do seu tchau, do seu abraço, do seu beijo, das suas piadas engraçadas e não-engraçadas, das suas pernas, da sua barriga, do seu pescoço, da sua orelha... eu gosto do jeito como você digita e mexe no computador, o jeito com o qual você fica surpreso, o jeito com o qual você fica bravo...
- Eita!
- Não mudaria nenhum fio de cabelo em você. Te amo com todos os seus defeitos (todos!) e qualidades... te amo pelo conjunto, pelo por fora e principalmente pelo por dentro. E essa noite tive a prova disso... sonhei que você sofria um acidente e nunca mais andaria na vida. Foi ali, naquela cadeira de hospital que descobri o quanto precisava de você na minha vida e que não gostaria de te perder por nada desse mundo.
- Nossa... sabia que gostava de mim, mas nem tanto assim.
- Não gosto. Amo. E quando não se ama "tanto assim" como você diz, não se ama o suficiente.
- Não sei o que dizer...
- Nem eu sei o que fazer com isso tudo dentro de mim.
- Sempre soube disso... seu olhar entregava, por mais forte que você fosse (ou tentasse não-demonstrar).
- E eu sempre soube, desde a primeira vez que eu te vi, que era você que eu queria pra sempre.
- Você é linda.
- Não posso te esperar pra sempre, mas o faria se você dissesse que eu poderia te ter... depois desse "pra sempre", nem se fosse por um minuto, pela última vez de tantas e tantas.
- Você é linda, perfeita pra mim... depois de anos - e anos e anos... - eu descobri o quanto você vale... não que você não valesse antes, mas eu era um adolescente na faculdade...
- É. Te esperei por anos... longos anos! Mas agora... agora eu não posso ter você.
- Claro que pode.
- Achei que nunca fosse dizer isso, e isso me corta por dentro... mas, não dá mais. Simplesmente, te esperei desde os 13 anos de idade... você era todo feinho, timidozinho e pequenininho, lembra? E eu era meio gordinha, sobrancelha sem tirar ainda... nem me lembro se ainda usava óculos... por trás dos meus olhos e do meu sorriso tímido eu escondia tudo aquilo que sentia por você. Se eu pudsse ao menos dizer que você nunca se importou comigo... mas você foi tão perfeito, mas tão perfeito que você não queria me fazer sofrer... não queria ficar junto comigo pra poder galinhar e não me deixar chifrada. É... eu também queria. Mas por você eu abriria mão de tudo isso... e do que precisasse. Você percebeu tarde demais que um amor de verdade não se encontra em qualquer esquina... você acreditou que eu estaria esperando você sair de curtição, de várias garotas... mas eu cansei. Não por não ter mais vontade de lutar, de ter você; mas sim por não ter mais condições de sofrer vendo tudo aquilo. (...)"

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