Monday, November 28, 2011

Filosofia da merda


"Quando você faz uma CAGADA, não adianta simplesmente sair andando do vaso como se nada tivesse acontecido. Você ou continua sentado ou limpa a merda. Você não pode simplsmente levantar e deixar sua arte ali, parada. E quando mais você demora pra limpar, mais difícil de limpar é."

Débora Possani - 28/11/2011

Thursday, August 28, 2008

Saudade

Saudade.
Saudade do cheiro. Do gosto. Do beijo. Das risadas... ah, as risadas. Era tão bom rir daquele jeito.
Saudade até das brigas. Dos ciúmes.
Saudade de mensagens até as 3:35 da madrugada, por falta de sono e uma saudade imensa no peito.
Saudade do abraço. Das mãos entrelaçadas. Da confiança inabalável, que ninguém poderia destruir... ninguém além de nós mesmos.
Saudade que aperta o peito e mói o coração.

Monday, July 28, 2008

'Já conheço os passos dessa estrada'

'E não há paisagem que seja mais linda do que o rosto do seu amor. Não há pôr-do-sol que valha desviar seu olhar do dela. Eu te amo. Eu também te amo. Eu te amo mais. Impossível. Eu te amo o mundo. Eu te amo o universo. Te amo tudo aquilo que não conhecemos. E eu te amo antes que tudo o que nós não conhecemos existisse. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo mais do que a mim. ‘Já conheço os passos dessa estrada’... E, mesmo assim, estarei sempre pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.'

Fernanda Young.

Wednesday, July 09, 2008

Decidiu desejar, demonstrar, enjoar e magoar cada um que passasse por seu caminho... mesmo que não fizesse parte de sua estrada, marcaria a vida de cada um, mesmo que de forma negativa, como marcaram sua vida também.

Brincava de gato e rato com todos, não dava esperança de nada, mas fazia com que eles a sentissem. Fazia com que a desejassem mais do que uma criança pobre deseja um mísero presente no natal.

Noites em claro, a insônia havia invadido a vida de vários deles, se não todos. Desde os 15 aos 28, encontrava homens que a comiam viva com o olhar... desejavam vê-la feliz mais do que desejavam ser felizes... A felicidade dela era a felicidade deles e ponto.
Não era só físico... afinal, quem resistiria à ela? Ninguém. Ninguém que a conhecesse ou conversasse com ela por não menos que 10 minutos, resistiria.

Era tentadora.
Tinha um corpo, que, não era escultural, mas digno de inveja para muitas, pelo simples fato de ter vários homens o desejando...
Mas ela não era só isso.
Era a mistura do bom e do ruím; do doce, do amargo, do ardido e do azedo... uma mistura misteriosa, diferente... eles não havíam provado nada igual antes.
Tão puta, tão romãntica.
Tão querida, tão invejada.
Tão odiada, tão amada.

Ela era tão boa, e tão má ao mesmo tempo.
Ela gostava deles, não mentira nenhuma vez para nenhum deles. Ela gostava, desejava, sentia... sua pele ansiava pelo toque de alguns... mas só por isso. Por mais que desejasse, não havia um que durasse mais do que uma semana no pensamento dela... e só lá. Afinal, nenhum deles entrara, ao menos, na porta de seu coração.

Ela?
Ah, ela...

Perdera a capacidade de sonhar e de amar... tão cedo, tão jovem...
Havia sido traída e magoada por tantos, por que não podia fazer isso com os outros também?
Ninguém pensou em seus sentimentos, por que ela deveria pensar?
Não admitia, mas no fundo, fazia mal pra ela... muito mal. Nem o mais duro e forte coração de pedra suportaria muito tempo com isso, sem sofrer ao se olhar no espelho.

Sozinha, vazia.
Tinha vergonha de ser ela mesma.


Morphine (01/02/2008)

Monday, June 23, 2008

Sorri...



Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz


(Charles Chaplin)

Wednesday, June 18, 2008

Café forte




É incrível eu sentir cheiro de café forte e lembrar de você. E ainda servir em duas canecas quando o faço...
Em um mesmo ritual: fazer o café, colocar mais água quente e açúcar na minha.

Incrível como você implicava com o fato de eu beber o café mais fraco.
"Mas você gostava dele mais forte, como eu. Cafés, bebidas, sentimentos mais fortes..."
Verdade. Mas talvez eu estivesse misturando um pouco de frieza, pra disfarçar o gostinho do que eu sinto por você. Ou talvez fosse muito forte pra mim.

Time is money... oh yeah!



"Minutos antes de dormir, é de mim que você vai lembrar."


Porque tempo é dinheiro... e você não pode perder nenhum dos dois comigo...
Não mais!


Tira fotos como se fosse o Brad Pitt posando para a People. Anda como se fosse o próprio, acenando e mandando piscadelas como se estivesse em um tapete vermelho... Abraça e conforta de um jeito inexplicavelmente dócil... como se fosse ficar ali, imóvel, pra sempre, sempre teu. Toca e acaricia como se fosse a última vez que fosse te ver (...e talvez fosse mesmo). Olha com olhos perdidos, que supostamente só se encontraríam quando encontrassem teus olhos. Beija como se seu beijo fizesse qualquer uma morrer de amor... e fazia. Quebra corações como quem quebra um copo de vidro sem querer... só que por querer.
Ele não aproveita um pôr-do-sol. Não é capaz de perder seu precioso tempo com seus amigos, jogando papo pro ar, tomando uma cerveja... Não sabe mais apreciar a brisa do mar, nem o barulho de uma cachoeira.
Ele não vive. Não assovia. Não canta no chuveiro.
Ele não ama... Ele não pode amar.



Não importa...


Não pra ele.


[...]

Eu continuo perdendo meu tempo

Eu continuo perdendo meu tempo
Nesta estrada desérta que me leva para
O meu mundo perdido no vácuo desse universo
Esperando que alguém, lúcido ou louco como eu
Possa entender minhas palavras aqui destiladas

Thursday, April 10, 2008

Olhos nos olhos

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz